09 abril, 2007

Domingo de Páscoa...




Em Tibidabo


08 abril, 2007

O que aconteceria se eu passasse por aqui…?







Faria soar o alarme?




07 abril, 2007





Misto de emoções à chegada…
Por um lado um sentimento de felicidade e realização por me sentir a caminhar por um caminho que sempre ambicionei…
Por outro um nervoso miudinho por toda a incerteza que tenho pela frente, por todas as expectativas. Como vai ser a minha casa, como vai ser o trabalho, como vão ser os futuros colegas, amigos, conhecidos… como vai ser quando começarem a bater as saudades…
Vivo um dia de cada vez, mais do que nunca, aproveitando todos os minutos. Um café cortado num dos muitos bares giríssimos. Um passeio pelas ruas em que me cruzo com diversas nacionalidades, um misto de idiomas pelo ar. Um passeio de bicicleta ao fim do dia. Descobrir ruas novas, edifícios novos, olhares novos. Encontrar os sítios dos postais. Deitar-me num jardim ao lado de um grupo de jovens a fazer capoeira. Jantar em casa de amigos portugueses com quatro idiomas à mesa. Conversas cruzadas em português, castelhano, alemão, inglês. Confirmar que realmente a fala é apenas uma das formas de comunicar. Podíamos estar em silencio e estar juntos. E bem…
Percorrer os bares do bairro. Um e outro e outro. Ver a quantidade de pessoas, a quantidade de jovens. Pessoas tão diferentes, e ao mesmo tempo certamente buscando coisas comuns…
Conversas, partilhas, sorrisos…
E mais um brinde!!





Constataçao






Comer Bacalhau com natas e Pasteis de Belém longe de casa sabe muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito bem!!!







05 abril, 2007

É serio...





Rainha das Cores chegou a Barça!!



04 abril, 2007

A vocês...





i carry your heart with me (i carry it in my heart

i am never without it (anywhere i go you go, my dear

;and whatever is done by only me is your doing, my darling)

i fear no fate (for you are my fate, my sweet)

i want no world (for beautiful you are my world, my true)

and it's you are whatever a moon has always meant

and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows

(here is the root of the root and the bud of the bud

and the sky of the sky of a tree called life;

which grows higher than soul can hope or mind can hide)

and this is the wonder that's keeping the stars apart

i carry your heart (i carry it in my heart)


e.e.cumming




02 abril, 2007




Que raio de tempo é este...?!?







É verdade que há mais gente a ler o blog, para quem estas linhas não fazem o mesmo sentido
Mas também é verdade que um blog é para todos mas também é para aqueles...
Que o espreitam todos os dias, que algumas vezes comentam, outras não, mas que são o conteúdo, que estão lá e fazem parte daquilo que partilho
E este post é para essas pessoas
Directo para essas pessoas
Que para mim são mais que tudo
Porque são Eu
São quem me faz acreditar que sim, que tenho valor, que sou forte, que vou conseguir, que vou chegar lá.
São quem me dá as cores, os sorrisos.
Quem me dá o norte.
Quem me faz acreditar que o mundo é um lugar feliz
Que há coisas que valem a pena
Que não importa... os momentos maus, os azares, as dificuldades, as injustiças, as pessoas fracas, os dias de chuva.
Porque existimos nós Nós.





Momentos deliciosos
Qualidade de vida
Partilhas
Conversas interessantes
Transformadoras
Em que se acaba com mais. Mais dos outros, mais de nós próprias
Momentos em que se sente o bom que é pertencer...
Em que se percebe que há pessoas especiais. E que a sala está cheia delas...
Momentos em que tudo parece fazer sentido
Porque afinal a razão de tudo é existirem momentos como estes...





01 abril, 2007

Momentos 1000estrelas...



















31 março, 2007




Ultimo dia de trabalho


Ultimo dia de um ciclo

Uma estrada nova começa agora...



30 março, 2007

Surpresas...





Chegar ao meu último dia de trabalho e ter uma festa surpresa com direito a bolo, balões, música, postais, discursos e lágrimas...
perceber que, apesar dos muitos obstáculos, posso dizer que consegui rir, aprender muito, partilhar, confiar e fazer amizades que vou guardar...


Amizades...
Que vou guardar...


Isso é maior que tudo...


E é isso que me faz sentir preenchida. E sentir que por muito que tivesse sido dificil... valeu a pena!!




29 março, 2007







Men are from Mars,
Women are from Venus




Às vezes acho que é uma tontice redutora...
...outras acho que é um mantra dos deuses...




Pelo sim pelo não, é bom que nos próximos tempos não ouça homens a dizerem que as mulheres são complicadas... quem o fizer aumenta consideravelmente o potencial para realização de cirurgia ao nariz...



26 março, 2007

Update





Voo de ida
Ida: Porto - Barcelona
Quarta-feira, 04 Abril 2007

Voo de volta
Volta: Barcelona - Porto
Segunda-feira, 13 Agosto 2007



eu...





não gosto de comédias hollywoodescas
não gosto de ficção científica
não gosto de francesinhas
não gosto muito de carne
não gosto de pessoas que não gostam de futebol
não gosto de homens que não fazem exercício
não gosto de homens que não sabem cozinhar
não gosto de telemóveis
mas gosto muito de mensagens
gosto de conduzir
gosto de ser eu a abrir as garrafas, a mudar os pneus, a levar as sacas na mão
não gosto de cerveja
gosto de vodka e de martini
não gosto de ostentações
gosto de coisas simples e de bom gosto
não gosto de clichés românticos
não gosto de neve
amo o verão e a praia
adoro correr, dançar, saltar, jogar volei na praia, suar
gosto de programas just girls
gosto de sushi
gosto (muito) de doces
não gosto de ir ao cabeleireiro
gosto de cremes
gosto de vernizes
gosto de conversas transformadoras
gosto de conversas da treta
gosto de planos
gosto de gatos
tenho medo de cães
não gosto de acordar tarde
gosto de manhãs
gosto de viagens
gosto de cidades desconhecidas
gosto de pormenores
gosto de boas maneiras
gosto de assertividade
gosto de gargalhadas
gosto do céu quando o sol se está a pôr
gosto de ouvir o mar
gosto de entrar no carro estacionado quente depois de vir do frio
não gosto de sapatilhas novas
gosto de sair e de me divertir
gosto de ficar em casa enrolada no sofá
gosto de acabar de ver um filme e começar outro
gosto de aletria quente
gosto de café
gosto do cheiro a café pela casa
gosto de pão
gosto de pasta
gosto do cheiro a caril
gosto de banhos quentes
gosto de beijos nas costas
gosto de mãos fortes
gosto de aventura
gosto de segurança
gosto de caminhadas
gosto de sorrisos
gosto de sentir o sol a brilhar




25 março, 2007







Contagem decrescente...














Hoje o céu está mais azul,
eu sinto...
Fecho os olhos.
Mesmo assim eu sinto...
O meu corpo estremeceu.
Não consigo adormecer.

Nem o tempo vai chegar
Para dizer o quanto eu sinto
Você longe de mim.
É uma espécie de dor...

Hoje o céu está mais azul
eu sinto...
Olho à volta
E mesmo assim eu sinto
Que este amor vai acabar
e a saudade vai voltar...

Nem o tempo vai chegar
Para dizer o quanto eu sinto
Você longe de mim.
É uma espécie de dor...

Já não sei o que esperar
Dessa vida fugidia...
Não sei como explicar
Mas eu mesmo assim o amo.
Rodrigo Leão






21 março, 2007






foi o pior dos tempos


foi o melhor dos tempos

foi a idade da tolice


foi a idade da sabedoria

foi a época da incredulidade


foi a foi a época da fé


foi a estação das trevas


foi a estação da luz

foi o inverno do desespero

foi a primavera da esperança





dei-me à liberdade de fazer alterações
nas palavras de Charles Dickens...
afinal, é Primavera.
E na Primavera tudo se pode!




19 março, 2007








Ter inveja de um blog é feio não é?!?
E agora... como é que aprendo a fazer templates giros como este?
*snif snif*







Era photoshop





Ladies... podem trincar a lingua e desactivar aí o programa-neurose de cada vez que vêm fotos nas revistas e choram por não serem como elas?!
Poupem-se, pelo amor da virgem...



Entrego-me aos astros! Isto promete...




O sol define uma conjuntura luminosa com efectiva tendência para a concretização de sonhos. No plano afectivo está em fase ascendente e não deve de forma alguma colocar-lhe barreiras ou travões. No plano material esta semana vão ser visíveis os resultados dos seus actos. Na saúde não terá grandes problemas, contudo não se canse em demasia.


*horóscopo semanal, enviado às 00.45 via sms pela starfish*thanx my babe;)*






Há palavras que nos servem como luvas...
Há uma semana atrás, enquanto ouvia uma das professoras que mais admirei ao longo do meu curso, deixei de ser mediadora de uma mesa quando, a certa altura, me perdi nas suas palavras. De repente ela deixou de falar para uma sala para falar apenas para mim. Sim, aquelas palavras eram para mim. Aquelas, tenho vindo a esquecer-me com mais frequência de há uns tempos para cá.
Hoje encontrei por acaso uma entrevista com um psicólogo americano, onde voltei a recordar essas palavras...


Por que mulheres inteligentes fazem escolhas tolas no campo afetivo?
Cowan – Existem milhares de razões. Às vezes elas são atraídas pelo desafio de conquistar homens que não se comprometem facilmente. Esse sentimento é de ânsia, não de amor. Esse tipo de relacionamento amarra as mulheres a relações estranhas e vazias. Fiquei bastante impressionado com a vida de várias de minhas clientes. Todas eram inteligentes, bonitas, moravam bem e tinham belas carreiras. Moldaram sua vida de uma forma na qual tudo dava certo, exceto o relacionamento com homens. Era um paradoxo. Por que elas não eram capazes de usar sua inteligência nos relacionamentos amorosos? Isso me intrigou.
Connell Cowan, psicólogo americano (daqui)


É, a mim também me intriga... E quando souber a resposta escrevo-a aqui. Até lá vou-me esforçar apenas para não voltar a perder aquelas palavras dentro de mim.



17 março, 2007













Tem um momento de vida que o mais importante é a coerência, inclusive com nossas próprias contradições. Um tempo em que tudo e todos que a gente ama, ama-se pra sempre - às vezes de outra maneira - mas segue-se amando. Um tempo em que a gente não se envergonha mais das escolhas, mesmo que elas tenham mudado, ou mesmo que elas não sejam as recomendáveis, louváveis e de aprovação coletiva necessária (e às vezes exatamente por isso), em que tudo vira patrimônio indispensável daquilo que somos, da nossa humanidade, sempre construída em luz e sombra, daquilo que sonhamos e daquilo que ainda vamos ser, ou daquilo que desistimos de ser, não queremos mais ser, oras. Tem lá um momento de vida em que a gente dá menos importância ao resto e mais importância ao que queremos de verdade, seja um bife enrolado com toicinho (falando nisso, notaram que algum pudor colesterolêmico fascista baniu os bifes enrolados com toucinho da face da terra?) ou uma transgressão atordoante das normas de moral & bons costumes. Tem uma hora que só mesmo o que importa é aquilo que nos faz feliz, bom ou mau, adequado às normas sociais vigentes ou não, mas totalmente coerente com a vida que escolhemos viver, com as pessoas que amamos e que nos amam da maneira que podem e que podemos amar. Tem um momento de vida que a gente escolhe a si mesmo. É pra lá que eu tô indo. ‘Bora?



Agora vai...



Já me perdi tantas vezes a pensar nestes últimos sete meses que tudo o que transmita agora em palavras são apenas sentimentos muito refinados...
O primeiro emprego. A montanha de expectativas, a noção de que bláblá a vida não está fácil e de que ser um psicólogo desempregado nos dias de hoje é quase um pleonasmo, por isso tinha muita sorte por ter aquela oportunidade.
16 de Agosto, o primeiro dia. Tempo de chuva depois de um verão calorento. E eu, que tenho (tinha), a mania que não choro, transformei-me num pranto. Agora, olhando para trás, não percebo porque não desisti logo ali. Ah pois, não podia! Porque tinha assumido que sim, que ía. Porque não podia vir embora assim, quase sem entrar, porque as coisas podiam vir a mudar, ou podiam não ser tão más como pareciam.
Mas eram mesmo. E foram tantos os choques com o mundo de trabalho, os confrontos com pessoas ignorantes e prepotentes (mistura explosiva!)... Tantos os questionamentos, numa fase em que a identidade profissional ainda é algo tão frágil e permeável como uma escultura de areia. E a angústia miudinha que nos acompanha, numa idade em que todos os caminhos parecem possíveis mas ao mesmo tempo utópicos, e em que cada escolha é acompanhada pela responsabilidade de quem sente que há passos que determinam não só o presente mas também muito do futuro.
A par de tudo isto... o contacto com a população em si. O confronto com realidades que sempre tive noção que existiam, mas que nunca tinha sentido assim, à minha frente, nas minhas mãos... Crianças mal tratadas, famílias a viver em barracas, mães sozinhas com três filhos a viver com 200 euros por mês, pais alcoólicos, mães negligentes, mães a manterem-se vivas para fazerem sobreviver os seus filhos, desemprego desemprego desemprego, drogas, absentismo, gravidezes precoces. E tudo isto junto, na entrada 17, na 19 e na 21, no rc, no 1º andar e no 2º… Como se encontrar uma família sem um drama, uma problemática, fosse tão raro como encontrar ouro…
Sentir impotência ao ver que os ciclos perduram, quando numa família disfuncional, o filho de 16 anos sabe que vai ser pai. Ou quando se percebe que um pai passa meses e meses sem conseguir arranjar emprego e se vê “tentado” a traficar para conseguir sustentar a família. Quando se vê o desemprego, a baixa escolaridade, o absentismo, o insucesso escolar a percorrerem as várias gerações de famílias como se fossem ciclos impossíveis de romper. Quando se tem que aceitar que há filhos que deixam idosos a passar fome, a viver no meio do lixo e a morrer sozinhos e cresce em nós a descrença de que o mundo possa ser um lugar feliz.
Mas foi tudo isto, o que pode parecer apenas miséria, que constituiu a maior riqueza. Porque de cada uma destas pessoas retirei autênticas lições, e porque fazer algo por estas pessoas é extremamente gratificante.
Nos primeiros meses quase não conseguia abrir a carteira. Comparando com o que via à minha frente, quase tudo o que tinha em termos materiais passou a ser sentido como luxo, supérfluo e dispensável. Sentia revolta por perceber mais do que nunca (talvez ate mais do que queria…) que a inclusão é uma treta bem disfarçada. Porque há grupos de pessoas que nós nem vemos, porque essas pessoas nem sequer têm possibilidades de frequentar os sítios que nós frequentamos. Porque enquanto eu estou aqui sentada ao computador a escrevinhar no blog, a espreitar um jornal americano on-line e a consultar uns estudos realizados no Brasil, há pessoas para quem “ir ao Porto” é um acontecimento, e para quem comprar uma senha de autocarro significa não ter dinheiro para comprar pão nesse dia. Porque enquanto temos o desplante de encher a boca com um “oh não, bifes outra vez?!?”, há pessoas que pura e simplesmente não se lembram o que é comer carne. Por isso estes meses foram também muitos murros no estômago, muitos baldes de água fria (gelada!), mas, mais uma vez, lições ímpares. E indignação, com as pessoas que podem de facto mudar algumas políticas, ajudar estes contextos a sofrerem transformações e a desenvolverem-se, mas se limitam a amparar a pobreza. Como que deixa cair uma moedinha no chapéu do pedinte e sente aquela gratificação de quem já fez a sua parte. Como se não fossem atitudes destas que fazem com que o pobre se mantenha pobre e dependente dos outros.
Enfim... já me estou a prolongar demasiado...
Um professor da faculdade dizia-me a semana passada "pois, compreendo que tenha tomado essa decisão, trabalhar com essas populações é muito dificil". Respondi-lhe prontamente que difícil era lidar com as outras pessoas, as de cima, os chefes, sub-chefes, coordenadores e assim. Era a falta de abertura, a ignorância deles, que era profundamente limitadora e desgastante. E foi isso que me fez tomar a decisão que há muito se prolongava - despedir-me! E ao fazê-lo, um peso enorme saiu automaticamente dos meus ombros e um sorriso e uma nova disposição voltaram a aparecer!
Podia-vos dizer o que vou fazer a seguir, mas a verdade é que sou supersticiosa no que toca a só falar depois de ter as coisas como certas. Por isso vou ter que manter o mistério por mais uns dias...
“o que não nos mata torna-nos mais fortes”


14 março, 2007






Sinto-me assim!


tanta coisa que me apetecia escrever por aqui...
espero ter mais tempo nos próximos dias...




11 março, 2007

Nunca, por Mais




Nunca, por mais que viaje, por mais que conheça
O sair de um lugar, o chegar a um lugar, conhecido ou desconhecido,
Perco, ao partir, ao chegar, e na linha móbil que os une,
A sensação de arrepio, o medo do novo, a náusea —
Aquela náusea que é o sentimento que sabe que o corpo tem a alma,
Trinta dias de viagem, três dias de viagem, três horas de viagem —
Sempre a opressão se infiltra no fundo do meu coração.
Álvaro de Campos




Fim de semana








O luxo não é uma necessidade para mim,

as coisas boas e bonitas são.

Anais Nin





06 março, 2007





















A vida está aí...





04 março, 2007






Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar




 
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